Desculpem-me estar a deixar isto morrer desta maneira. Não era isto que queria, de todo. Venho-vos informar que estou a pensar mudar o link, e não, não estou a pensar menciona-lo numa publicação. Por isso agradecia que quem estivesse interessado nele me dissesse para eu o puder dar. Em princípio mudo para a semana, ou na seguinte. Obrigada a todos vocês, que mesmo estando ausente aqui, não deixaram de me acompanhar. 
Para esclarecimento de quem não sabe, quando mudar o link os seguidores deixam de ver as minhas publicações nos seus paneis, e ao clicarem no que remete ao meu blog serão enviados para o link actual (que posteriormente será o antigo). Por essa razão estar-vos a informar disto para me conseguirem visitar caso queiram. 


A verdade é que eu escrevo demais. Sinto demasiado falta. Falta de emoções perigosas, falta de coragem, falta do que se opõe ao medo, falta de carinho. Cai tudo sobre os meus ombros, e como humana, tento encontrar alguém que se disponha a sair do seu abrigo, do seu espaço de conforto, para caminhar de abraços abertos para junto de mim. E só quero afogar todas as desilusões em choros seguidos, só quero derramar a tristeza que me abate no interior. E escrevo demais porque sinto demais. Escrevo como um escape a vida que me derruba dias seguidos, escrevo como uma barreira que me separa de quem não sente, escrevo não por escrever, mas sim por sentir aquilo que escrevo. E dói sentir tanto todos os dias. Dói sentir que não somos bons naquilo que realizamos, dói sentir a nossa alma a morrer lentamente e o nosso coração quase parado. Dói sentir que aquilo que mais desejamos no momento é proibido, que o nosso sonho é impossível e que nós somos impotentes. Dói sentir. Dói amar sem saber amar, e dói amar sem te puder amar. Dói ver-te sem te puder empregar o vocábulo “meu”, e dói sorrir-te como se tratasse da inocência de uma criança, e não da imensidão de sentimento onde disfarçadamente mergulhamos. Dói, sobretudo magoa, despedaça, mata. Termina com a fé e com a esperança. Termina comigo mesma em momentos mortos de amor, em momento frágeis, em momentos onde luto para voar mas as assas foram-me cortadas. E existem poucas almas que são capazes de me escutar a fim de me refletirem num esboço de sentimentos, existem poucas almas que ao possuir o dom do entendimento o usam da forma correta. Poucos espíritos que me entendem em cada espaço e que sabem que não estou a viver na solidão. Vivo rodeada de amor daqueles que nem sequer me importaria de não conhecer, e na falta do amor que necessito da pessoa, apenas de um só sujeito, que me faria desistir de todos os meus sonhos.


E é neste preciso momento em que me questiono do porquê de te ter deixado ir. De não te ter seguido em todos os passos, de não te ter feito ver a minha realidade. Talvez fossemos alguma coisa neste presente absurdo em que me encontro, talvez estivesse neste instante a proferir-te vocábulos que queria também poder escrever-te, mas que não me é autorizado pela autenticidade. Custa ver-te sorrir sabendo que o motivo não é mais a minha pessoa, custa ver-te feliz sem estar do teu lado. E é uma batalha pela qual já lutei tantas vezes…e perdi sempre. Como te perdi a ti, como perdi os teus rastos da minha vida, como perdi o teu encanto do meu céu, e como perdi o teu calor nos dias em que o frio me preenche o coração. Como perdi também a tua confiança, talvez. Precisava de um consolo, de algo que me ajudasse a encontrar salvação para isto, para esta situação que não consigo controlar, para algo que se perdeu entre nós em poucos segundos. Eu sei que não é impossível, mas já nada nos sorri. Nada me dá a mão como em tempos ma dês-te e diz que me vai salvar do poço fundo em que me encontro, nada me parece como tu, nada és tu. Fico a pensar se vale a pena morrer a pensar nisto, ou se deveria antes morrer à tua procura. Mas morrer à procura de nós, à procura daquilo que fomos, à procura do ontem, não do hoje. Porque eu sei que se não o fizer, o amanhã vai ser como o hoje, e isso significa que tu não vais estar ao pé de mim, que tu vais continuar a ser sujeito preso ao meu pretérito, individuo quase que como desconhecido, e que continuarás perdido de mim. E eu não quero isso. Ai, se pudesse eu voltar ao ontem e mudar-te o hoje. Nunca te teria deixado ir, nunca te teria mandado ir para longe de mim. Nunca te teria deixado. Nunca.