sem ti não vai fazer sentido


Foram círculos de sentimento, a certeza nunca se assegurou, e agora que me encontrei, nós perdemo-nos. Tentei vários caminhos sem ti e, nunca deu certo. Às vezes pergunto-me se até contigo deu certo. Se fomos mesmo felizes ou se foi a ocasião que assim nos tornou. As saudades de ti são enormes, mas as da tua companhia e do teu corpo ainda gritam mais desalmadamente que todas as restantes. Quero-te ao meu lado e não te posso ter. Foi uma contagem decrescente que não deu em nada porque ao fim dos 353 dias tu não vais estar de regresso. Não te vou segurar sabendo que não te quero largar nunca mais. Não vou ter que resistir ao degaste dos dias e do medo que te fartes de mim, ou que até eu me farte de ti. Não vamos ter que viver do segredo que tanto me segurou durante estes dias inacabáveis. Talvez durante este tempo todo tenha adiado um fim que terá que acontecer, mas nunca quis terminar nada sem te ter do meu lado e sabendo a falta que me fazias longe. As dúvidas vão continuar a existir…porque já não sei se gosto mais de ti do que da ideia de que me seguras no abismo e me transformas em sorrisos e noites felizes. Erámos completamente diferentes mas, hoje levo comigo uma parte tua. E sei que, vá para onde for, estarás sempre comigo. Sei que aquilo que nos une irá ter sempre uma chama acesa, independentemente daquilo que sejamos. Nada te conseguirá mostrar o quão grata estou por teres existido na minha vida com a intensidade que exististe, estiveste sempre certo, o nosso maior problema é acharmos que temos tempo…porque tempo…ninguém o tem. 

o problema sou eu

Isto nunca vai acabar. Nunca. Ou ardo eu, ou parto e deixo o inferno virar céu.

11m 4d

E no máximo, se tudo correr bem, são 19 aqueles que nos faltam esperar. Quero tanto isto e preciso tanto, não quero nunca mais voltar a duvidar disto, és um sorriso na minha vida. Foram 343 intensivos e não te quero perder nunca.

de mim:


Às vezes pergunto-me se mereço aquilo que tenho. Corro em busca de uma resposta plausível para ser eu a ter aquilo que muitos outros queriam ter, e não têm. O que nos diferencia enquanto humanos? Tenho uma família praticamente perfeita. Não sei o que é violência doméstica, não sei o que é faltar o dinheiro ao final do mês para comer, nem sequer o que é poupá-lo ao longo do mês para chegar ao fim. Também não sei qual é a dor de um divórcio, a dor de um mau ambiente familiar. Não sei o que é precisar de dinheiro e não o ter, tal como não sei como são as lutas constantes de uma família com problemas. E é isto que quis dizer com uma família praticamente perfeita, isto é o que é visto do exterior, eu não sei o que é querer algo que em teoria não posso ter. Contudo, sei o que é ter um ideal completamente diferente daquele que a minha família tem, o que nos leva a alguns problemas associados. E se para algumas pessoas a família é um pilar, para mim a família são pessoas das quais nutro um grande carinho, mas a minha frieza faz-me achar que consigo viver longe delas. O meu principal objectivo de vida é viver no estrangeiro, e uma das principais causas é a crise que hoje se aposenta em Portugal e também o facto de eu adorar a cultura do país para onde quero ir. Entristece-me saber que deixo a minha família, ainda mais quando sou filha única, e traduzo-me em enormes porquês...existem muitos que queriam ter a família com eles e infelizmente, a vida roubou-os das suas vidas. Eu adoro a minha família, os meus pais serão sempre duas pessoas que vou levar comigo em toda a minha vida, e mesmo que tenham errado em pormenores que me eram importantes e que eu, mesmo tentando ser sempre a melhor, tenha errado também, nada tira aquilo que fizeram por mim e o amor que sempre me ofereceram. E no entanto, acho que nunca vou estar preparada para viver quando eles não estiverem mais comigo cá em terra, mas sei que estar preparada para viver longe deles é totalmente diferente. A primeira tatuagem que quero fazer é relacionada a isto, quero fazê-la no sítio para onde me vou mudar quando lá chegar, e o significado da tatuagem será que mesmo que eles não possam continuar na minha vida, vão poder continuar sempre no meu coração.  

uma vida, duas vidas, erros e mudanças breves


Quero fugir. Fugir à rotina monótona, aos problemas que me assaltam a satisfação, às mentes vazias que me perseguem. Cresci com a vida e assusta-me que certos sujeitos não o entendam. Assusta-me que não me encarem como uma insana que não tem medo de quebrar o corpo ou a mente para atingir objectivos e sonhos. Quero abandonar a vida momentânea porque o fácil chateia-me e o difícil conquista-me. Quero assumir as consequências das minhas acções e tornar-me independente, não consigo mentir, é fúria que me corre no sangue quando há outrem a controlar-me. A liberdade é algo que prezo muito, e para mim, ainda tem um preço muito alto. Quero fugir à incompreensão, a quem não muda de opinião mesmo quando não tem razão…não são persistentes, são ignorantes. Quero fugir das obsessões, da fragilidade, de tudo aquilo que gosta demasiado de mim para me deixar ir. No entanto, eu preciso de ir. Eu preciso de ver a falta que me faço. Eu preciso de saber até onde consigo ir sozinha. Eu preciso de saber quem sou quando tudo desaba. Ninguém me conhece. Ninguém sabe até onde estou disposta a ir, porque sinceramente, nem eu própria o sei. Sempre dei o meu melhor. Sempre fiz o melhor que sabia com quem eu gostava. Mas não permito que escolham o meu destino. Só eu sei o que é melhor para mim. E em vez de prenderem a minha liberdade e quem sou em quatro paredes, deviam preocupar-se em estar sempre do meu lado e nunca me deixarem desistir de mim própria, antes que eu consiga destruir estas quatro paredes que me separam do meu objectivo. Somos humanos, todos erramos, eu não sou a melhor e não posso exigir que o sejam….Mas há erros que só se definem por escolhas e inseguranças…e esses, não podem nunca existir.