can't forget you

O que faço quando te fecho a porta da minha vida, mas tu continuas no meu órgão cardíaco? Quando avançar com a minha vida se torna inaceitável porque sinto que já me chega conhecer-te a ti? A loucura a correr por todo o meu corpo, a minha pele a pedir por outra pele, a racionalidade que cessa a emoção…onde ficou tudo o que era quando te conheci? O “jogo da atracção” que sempre foi o meu entretenimento preferido e hoje não me motiva. São feridas e marcas do pretérito que continuam tão presentes como tu não estás…Talvez ainda te sinta em mim porque quando te proferi que devias ir embora a minha vontade era totalmente o contrário. As noites em branco em que o maior pesadelo já era passado de dia quando mesmo ao meu lado, estávamos tão longe. Nunca te desejei a mais de um milímetro de mim. Nunca desejei que fosse outro toque que fizesse fogo no meu corpo. Nunca desejei tantas perguntas que ficaram sem resposta e que até mesmo a mim me põem constantemente louca. Talvez também nunca tenha mostrado que te desejava da mesma maneira que me desejavas a mim, mas se isso foi um problema, devias ter-me conhecido melhor. A mim e ao meu telhado de vidro…que eu própria parti para que não pudesses ser tu a fazê-lo.