para amanhã: Feliz Aniversário


Mais um ano. Acrescenta um número, mas à vida, não acrescenta nada. Como foi esta etapa com momentos tão importantes? Foste feliz? És feliz? Quero que me contes. Desde os pormenores mais sentidos às grandiosidades mais insignificantes…Quero que me contes todo este ano em que decidi deixar-te por mera racionalidade de quem não sabe o que é e tem dúvidas sobre o que quer ser. Lembras-te do meu sorriso no teu sorriso? Nunca te disse, mas sempre me soube melhor que o meu sorriso na tua ausência. E da minha pele na tua pele? E do querer sempre o melhor para ti quando o que nunca quis para mim foi emoção a comandar a racionalidade? Mas há ideias e ideais que não alteram, e querer alguém continua a não ser um objectivo. Sempre disse que não estava pronta para entregar as minhas fragilidades a alguém que as pudesse atirar ao mar. Sempre quis viver o dia como se fosse o último. Ser livre. Possuir asas para voar sempre que quiser, partir sem caminho de ida nem volta e não ter ninguém à espera ou para dar justificações. E é por isto que nunca conseguiria “ser” nada contigo. Ser tua amiga seria sempre muito menos do que aquilo que poderíamos ser, e ser mais que tua amiga seria sempre algo para o qual não estava preparada…entregar-te toda a minha vida e saber que a podias enegrecer de um momento para o outro, e ter de viver sempre como se nunca o fosses fazer… Não adianta arranjar outro “vamos ser” porque eu gosto demasiado de ti para banalizar o que quer que seja. Sempre me preocupei contigo, e mesmo que não saibas, eu estive sempre aqui para ti. Lembras-te quando a água caía sobre os nossos corpos despidos de preconceitos e te rias abraçado a mim? Sempre me senti segura. E lembras-te do beijinho na testa? Sempre foi o que mais me custou. Não custou por simbolizar o fim, mas por o fim ser o que eu menos queria e ali, mesmo à minha frente, ter a prova que também não era o que procuravas. Mas chega de vocábulos para tentar dizer o porquê de te ter perdido da minha caminhada, (ou de me ter ido embora da tua), chega de recordar memórias que nunca serão mais que lembranças cravada numa pele amargurada que não esquece, chega de proferir um pretérito que nunca será presente ou destino. Mais um ano. Era isto que te queria transmitir. Um ano que seja o melhor dos melhores, que a tua vida transborde de amor, felicidade e sucesso. Que aproveites o último dos “-teen” com uma dose infinda de loucura e que só te arrependas do que não faças. Eu vou continuar a quinze minutos de ti, e nesses quinze minutos, será sempre como se estivesse no pólo oposto do Mundo. Ainda assim, acredita que vou torcer por ti em todos os segundos, mesmo naqueles em que tudo o que pense não tenha o teu nome, ou naqueles em que estarei deitada numa cama que não a tua. O que acaba, acaba para sempre…e ainda que não estejas na minha vida, levar-te-ei sempre comigo. Desejo-te tudo aquilo que desejo para mim. Sê muito muito feliz, porque apesar de tudo, tu mereces. Perdoa-me tudo.

“Parabéns  ****! Beijinhos”