27 de Setembro, 2011
Querida felicidade;
Sinto-me feliz. Encontrei-me a mim própria, e ainda que o coração jamais seja o mesmo, temos de seguir com a nossa vida, não é assim? Sinto tantas espécies de mariposas no ventre, que as palavras talvez ainda saiam hipócritas. Talvez nem demonstrem o esforço ou o empenho, nem como me encontro neste momento. Mas sinto que tenho de escrever, sem porquês. As melodias de verão vieram de novo, de um momento para o outro sinto falta daquelas noites quentes na rua, ou mesmo a dançar, seja acompanhada pelas estrelas ou com a minha melhor companhia. Já te falei como adorava o jeito de ele dizer que não sabia dançar? O acto de sorrir está cada vez mais na minha pessoa, se já me distinguiam por isso, agora o meu sorriso tornou-se insuportável. Resolvi fazer por mim, com a minha cabeça, e sem opiniões de terceiros. Nada é impossível ainda que improvável. Quando nós queremos existe volta a dar, mas acredito que o “tarde demais” existe. Como digo, há excepções para as regras. Hoje ouvi uma frase que me bateu no coração, lá no fundo mesmo, eu passo a citá-la: “Amor. Porque quando temos todas as razões para desistir, ele faz-nos continuar a lutar”. O amor é um contraste, é belo e é cruel, é arrogante e é apaixonante. Mas sabem o que retirei dessa frase? A razão do porquê de ele ser cego. É isso mesmo, ele faz-nos continuar a lutar sem dó nem piedade sem nos importarmos pelo nosso amor-próprio, ele cruza vidas e sabe descruza-las no segundo seguinte como se nada se tivesse passado, é verdade, ele dá-nos tantas razões para continuarmos a lutar pela tal pessoa, mas nunca nos dá razões para nós próprios. Mas lembrem-se que amarmos a nossa alma é uma arte e não um egoísmo, e a maior parte das pessoas também seria feliz se o fizesse.
Com amor,
Dani.

