Espero que desta vez cresças mesmo. A vida não pára e segue sempre em frente, e tem tudo para dar certo. Dá o máximo pelos teus objectivos, o resto não passa disso mesmo, o resto. Memórias boas todos os têm, concentra-te em lutar pelas próximas que serão muito melhores. Tu és um furacão que leva tudo à frente, nunca deixes que te tirem isso.
Às vezes é o motivo de tudo
existir que desaparece, quando devia ser eu a desaparecer. A fugir para não me
esquecer do porquê de ter começado. Um tempo só meu para não me perder daquilo
que quero, conseguindo pôr tudo no seu lugar. Mas a verdade é, vivemos para
quê? E é nesse momento, quando profiro tais perguntas a rabiscos pretos e sem
alma, que sei que estou desiludida. Desiludida com tudo o que a vida me pode
dar…até mesmo depois do meu maior esforço para o alcançar. Desiludida por ter
feito tudo diferente e acabar com a mesma meta de sempre. Desiludida com o que
acontece, e desiludida com o que posso chegar a não conseguir por me ter
preocupado mais com o órgão cardíaco do que com o que realmente devia. E é
desta que desisto, ou é desta que desistem por mim? Fui tornando os meus
telhados de pedra que tanto tempo levaram a construir em telhados de vidro, mas
sei que vou conseguir ultrapassar isto facilmente. Sei que a dor é de não
saber. Sempre arrisquei na verdade. Sempre prometi a verdade. E foi sempre só
isso que pedi…a verdade. Mas o que me dão sempre é o “não saber”. Por isso, vou
pegar nas forças de que sou feita e concentrar-me em mim. O que acabar acaba,
porque o valor que quem me tem ganha não existe por aí em abundância. Quem não
conseguir lidar comigo, não merece fazer parte da minha vida.
Nunca me prendo
Nunca me prendo por quem me dá os bons dias, mas não faz o
dia ser realmente bom. Não sei ver os meios-termos. Não sei compreender tudo
aquilo que não chega a ser nem a não ser. Gosto de certezas. Pessoas que sabem bem
aquilo que não querem, de todo, que faça parte das suas vidas. Gosto de
mudanças incertas em caminhos certos. A autenticidade e a vontade movem tudo, e
o que não há para mover, é falta de vontade. Não há impossíveis quando tudo o
que temos é um órgão cardíaco aberto e a incontrolável vontade de tudo ser. E
gosto de pessoas que dão tudo. Que se batem e debatem até já não existir mais
sangue para ser derramado, mais lutas para serem travadas, mais segredos para
descobrir, mais cores e formas para inventar, mais sensações que valham a pena
viver. Gosto de ser um poço de alegria. Quanto mais se desce, mais alegria se
descobre….Porque a melhor arma para qualquer luta sempre foi a alegria. Sempre
foi a satisfação que lutei para conquistar. Quem vive satisfeito, vive a querer
sempre mais. Vive disposto a procurar a melhor flor de qualquer um dos jardins
mais bonitos neste Mundo, não se importando sequer a quantidade de vezes em que
se poderá picar. Meios-termos são a ausência de emoção. Nem causa ódio, nem
causa amor…só não causa nada. E não originar nada é não ser diferente. Eu gosto
de ser diferente. Gosto do mistério de ninguém saber quem sou senão eu. Gosto
de corações de pedra que amolecem o meu coração que ainda mais de pedra é.
Gosto de quem está nos meus dias porque quer fazer a diferença. De quem vê a
minha felicidade como uma prioridade. De quem se interessa e sabe que perder-me é a pior opção. Nunca me
prendo por quem me dá a boa noite, mas não faz questão de descobrir se o dia me
trouxe tudo aquilo que esperava.
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