Agora vou conseguir matar-te de dentro de mim. Tenho a certeza. Já não digo que te vou deixar querendo estar do teu lado, já não vou deixar de estar do teu lado estando no teu coração. Não vou. Não te vou amar. Não te vou querer. A vida é dura, mas eu ainda o sou mais. Quero que me leias corretamente desta vez, porque estas serão as tuas últimas linhas. Deixa-me escrever todo o nosso laço que ainda vivo e sinto, porque posteriormente não sobrará nada à exceção das memórias que nunca esquecerei. Das memórias que nunca conseguirão arrancar do meu órgão cardíaco. Ouve a sinfonia que ainda te canto, recebe os vocábulos que ainda te entrego. Lê-me a sério e só te peço esta vez. Foste mais do que algum dia desejei, chegaste mais longe em mim do que poderia esperar. Tu sabes o motivo de te estar a dar morte. E sabes que vou conseguir desta vez. Porque desta vez eu quero que morras dentro de mim. Desta vez eu quero que o céu não tenha espaço para ambos. De mãos dadas. Quero acabar o sofrimento com sofrimento que não tem fim. Quero acabar contigo como nunca quis. Deixar-te sempre foi irreal, brincadeira. Pura ação sem fim. Deixar-te sentir a minha ausência, a minha dor quando não estavas presente. Mas agora quero sentir-me. Sentir-me a viver. E nós estamos a morrer, nascemos para morrer. E a tua força está a deixar de se sentir no meu órgão cardíaco. A tua presença está a tornar-se nula. Estás a morrer dentro de mim. O teu valor antigo está a morrer para mim. Só quero que oiças esta voz que te invade, esta voz que te perde o amor, que te perde também o timbre… a morrer. A deixar de te falar amor como se falasse números e letras. A deixar de te ouvir. A deixares de a ouvir. Lentamente…
Desculpem-me estar a deixar isto morrer desta maneira. Não era isto que queria, de todo. Venho-vos informar que estou a pensar mudar o link, e não, não estou a pensar menciona-lo numa publicação. Por isso agradecia que quem estivesse interessado nele me dissesse para eu o puder dar. Em princípio mudo para a semana, ou na seguinte. Obrigada a todos vocês, que mesmo estando ausente aqui, não deixaram de me acompanhar. 
Para esclarecimento de quem não sabe, quando mudar o link os seguidores deixam de ver as minhas publicações nos seus paneis, e ao clicarem no que remete ao meu blog serão enviados para o link actual (que posteriormente será o antigo). Por essa razão estar-vos a informar disto para me conseguirem visitar caso queiram. 


A verdade é que eu escrevo demais. Sinto demasiado falta. Falta de emoções perigosas, falta de coragem, falta do que se opõe ao medo, falta de carinho. Cai tudo sobre os meus ombros, e como humana, tento encontrar alguém que se disponha a sair do seu abrigo, do seu espaço de conforto, para caminhar de abraços abertos para junto de mim. E só quero afogar todas as desilusões em choros seguidos, só quero derramar a tristeza que me abate no interior. E escrevo demais porque sinto demais. Escrevo como um escape a vida que me derruba dias seguidos, escrevo como uma barreira que me separa de quem não sente, escrevo não por escrever, mas sim por sentir aquilo que escrevo. E dói sentir tanto todos os dias. Dói sentir que não somos bons naquilo que realizamos, dói sentir a nossa alma a morrer lentamente e o nosso coração quase parado. Dói sentir que aquilo que mais desejamos no momento é proibido, que o nosso sonho é impossível e que nós somos impotentes. Dói sentir. Dói amar sem saber amar, e dói amar sem te puder amar. Dói ver-te sem te puder empregar o vocábulo “meu”, e dói sorrir-te como se tratasse da inocência de uma criança, e não da imensidão de sentimento onde disfarçadamente mergulhamos. Dói, sobretudo magoa, despedaça, mata. Termina com a fé e com a esperança. Termina comigo mesma em momentos mortos de amor, em momento frágeis, em momentos onde luto para voar mas as assas foram-me cortadas. E existem poucas almas que são capazes de me escutar a fim de me refletirem num esboço de sentimentos, existem poucas almas que ao possuir o dom do entendimento o usam da forma correta. Poucos espíritos que me entendem em cada espaço e que sabem que não estou a viver na solidão. Vivo rodeada de amor daqueles que nem sequer me importaria de não conhecer, e na falta do amor que necessito da pessoa, apenas de um só sujeito, que me faria desistir de todos os meus sonhos.