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Toda a escuridão com que lidei e todas as feridas que suporto tornaram-me segura de mim, e felizmente, com muito amor-próprio. Reconheço os meus valores, os meus princípios, o que me torna independente ao ponto de não aceitar estar com alguém que não mereça tudo o que consigo ser. 
Tenho a certeza que também ambicionas grandes feitos na tua vida, que também te esforças por conseguir o melhor, mas às vezes chego à conclusão que afinal nunca te conheci...Entre dois corpos movidos a prazer sempre esteve só isso, ou a minha amizade era algo que tinhas acima de tudo? Enquanto exploravas cada pedaço da minha pele sempre foi com o objectivo de tocares mais um corpo, ou querias conhecer cada objectivo e cada detalhe da minha vida? Será que me conheces melhor do que conheces o meu corpo? Será que te conheço melhor do que conheço cada traço desde os teus pés ao teu rosto? Quando penso que sempre te conheci percebo que nunca soube o que te motivava e movia neste Mundo...Afinal a cama sempre esteve vazia, porque corpos, só corpos, não preenchem nada. Esta é a realidade que não pode ser tornada romântica, mas sim aceite independentemente do chão ceder, os telhados partirem, e nada mais fazer sentido. Tu és a minha ferida sarada que nunca fecha por completo. És uma dor que me fatiga e que não quero mais transportar às minhas costas. Não passas de um sentimento mal definido que me consome alma e espírito, pelo que na minha vida não tens espaço. Estou a desistir de tudo. Da tua amizade, do teu corpo, mas principalmente de ti. As memórias ficarão sempre por mais que peça ao vento que as leve, a felicidade que senti a teu lado nunca esquecerei, por muito que adormeça a tentar não me lembrar no dia seguinte. Mas tu não mereces a pessoa enorme que eu sou. Não estás preparado para mim, por muito que tivesse a aprender contigo.
Abro-te a porta e despeço-me com um “Até já” sabendo que é um “Até Sempre”, não é o primeiro mas com certeza será o último. Camas cheias de vazio não faltam, o que falta é mais amor. 

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