I will never be the same


Foram todas as batalhas que me derrotaram que me transformaram. Todas as derrotas que redundaram numa única e tão grandiosa vitória: o meu crescimento. E erros são feitos quando a vivência deles é nula, por isso, rejeito a hipótese de errar repetidamente sobre algo que sei que nunca foi o melhor para mim e no fim só me irá destroçar. Não gosto de dor, mas o melhor presente que me podem oferecer quando estou feita de sofrimento é só mais do mesmo. Quando o órgão cardíaco grita não pede ajuda, pede ainda mais escuridão que o alimente para se tornar ainda mais forte e ultrapassar aquilo que o atormenta. Não tenho um padrão para agir e procedo de uma maneira que nunca ninguém será capaz de compreender. Não gosto de tornar as pessoas tudo para mim, e por isso, sempre que sinto que se estão a tornar enormes na minha alma, afasto-me. Não consigo imaginar gostar tanto de alguém que me faça deixar de gostar de mim. Já me perdi tantas, mas tantas vezes por essas razões que hoje não deixo mais acontecerem. É engraçado, mas foi a própria vida que me tornou fria. É ela mesma que me impede de correr atrás de quem quer que seja, que me impede de querer amar, que me impede de ser querida com vocábulos porque estes só nos estimulam e nos enganam sobre aquilo que sentimos. A verdade está em como respondo às acções que me fazem e que merecem o mundo, a minha verdade está em como reajo e não como ajo, porque é proibido agir. É proibido amar no meu mundo. É proibido deixar-me magoar por alguém. E agora, quero que penses….Se este fosse o teu mundo, o que te teria tornado assim? Se este fosse o teu mundo, o que terias que fazer para nunca chegar ao proibido? Já me encontras? Já sabes o porquê de ser quem sou? ….

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