Há dias de chuva, de tempestade. Não daquela que suavemente ou agressivamente cai sobre o mundo lá fora, mas daquela que caí dentro de mim. Que inunda o meu órgão cardíaco, que magoa a alma e enfraquece o espírito. Há dias que são tormentos que me afligem só ao respirar. Dias em que se torna impossível de me segurar ao bom, e quando dou por mim, já fui com a bola de neve que vai lançada de vinte cinco andares acima de mim. Toda eu lacrimejo. De saudade. De angústia. De dor. O cinzento do céu preenche-me as cores da vida e apago a nitidez do que vejo. Porque é que não conseguimos tornar um momento eterno, porque é que não conseguimos guardar tudo connosco para sempre? Porque é que a felicidade nos fugiu? E o tempo nos roubou a esperança? Nunca obtenho respostas, mas continua a melodia em mim, às vezes tão violenta que penso que estas gotas não têm fim e nunca pararão de rimar quando em mim caiem. Fecho os olhos. A realidade parece tão distante e os sonhos tão próximos…mas estão tão longe, só a vontade é que vive em mim pertinho ao órgão conhecido por ser de alentos e corações vermelhos. Não tenho cura. Serei doente até ao final dos meus dias porque a saudade é um mal que vem quando quer e menos devia, que vem para me perturbar e virar do avesso. Espero que amanhã já não haja preto quando abrir os olhos pela primeira vez, que o sol me ilumine e não me deixe em paz enquanto o resto não partir. Arrisco. Amanhã vai ser um dia sim, e eu vou ter de o viver como se fosse o último.
dias de chuva
Há dias de chuva, de tempestade. Não daquela que suavemente ou agressivamente cai sobre o mundo lá fora, mas daquela que caí dentro de mim. Que inunda o meu órgão cardíaco, que magoa a alma e enfraquece o espírito. Há dias que são tormentos que me afligem só ao respirar. Dias em que se torna impossível de me segurar ao bom, e quando dou por mim, já fui com a bola de neve que vai lançada de vinte cinco andares acima de mim. Toda eu lacrimejo. De saudade. De angústia. De dor. O cinzento do céu preenche-me as cores da vida e apago a nitidez do que vejo. Porque é que não conseguimos tornar um momento eterno, porque é que não conseguimos guardar tudo connosco para sempre? Porque é que a felicidade nos fugiu? E o tempo nos roubou a esperança? Nunca obtenho respostas, mas continua a melodia em mim, às vezes tão violenta que penso que estas gotas não têm fim e nunca pararão de rimar quando em mim caiem. Fecho os olhos. A realidade parece tão distante e os sonhos tão próximos…mas estão tão longe, só a vontade é que vive em mim pertinho ao órgão conhecido por ser de alentos e corações vermelhos. Não tenho cura. Serei doente até ao final dos meus dias porque a saudade é um mal que vem quando quer e menos devia, que vem para me perturbar e virar do avesso. Espero que amanhã já não haja preto quando abrir os olhos pela primeira vez, que o sol me ilumine e não me deixe em paz enquanto o resto não partir. Arrisco. Amanhã vai ser um dia sim, e eu vou ter de o viver como se fosse o último.
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