Não compreendo como é que foi possível enganares-me tão bem. Podias tê-lo feito a qualquer sujeito neste mundo, e eu teria compreendido, mas não a mim. Eu não sou igual. Eu não deixo que ninguém me leve a um abismo e me convença a saltar. Eu não deixo que ninguém me derrube naquilo que sinto e naquilo que domino. Deixei contigo todas as minhas inseguranças. Confessei-me sem medos porque eras a porta que se tinha aberto quando uma luz se tinha cessado e extinto alguém da minha vida. Achei que eras o certo, e esqueci-me que o errado é o certo para mim. Eu estava perdida e hoje sei que tu também assim o estavas, a única diferença, é que tu ainda o estás. Aquilo que passei contigo foi tempo perdido, contudo, encontrei-me nas tuas falhas e erros. Ensinaste-me aquilo que quero para mim, e se há alguém que exemplifique aquilo que menosprezo, esse alguém és tu. Perdoei-me por ter-te deixado ferir-me em sensações e curas, por me ter enganado tão mal em relação a alguém. Aprendi contigo que acções quando a sina corre em perfeição são como vocábulos vazios e negros. Não são letras que nos seguram. Nem acções quando o sol brilha. Nem promessas lindas que nos encantam e cegam. São as pessoas que nos seguram quando a luminosidade desaparece e o céu tem escassez de estrelas. Quando a escuridão nos guia a existência e a rotina é sofrimento, são os actos das essências que nos rodeiam que nos seguram e esses sim, merecem o mundo. Sempre possuí como uma filosofia base não existirem coincidências nesta vida, que tudo tinha uma razão para motivar um acontecimento que tinha muita força. Hoje, ainda acredito que os acasos não existem, mas já descobri que vão existir muitos factos que serão só testes, obstáculos para descobrirem se aquele caminho é mesmo o que queremos…e quando a certeza é um inimigo…caímos. Somos almas soltas. Espíritos opostos. Vês o porquê de nunca de ter facultado o acesso a este meu abrigo, mesmo quando mo pedias? Porque é o único onde me refugio. Sou letras vermelhas de amor, mas também sou letras geladas de sentimento, que nunca chegaste a conhecer. Não te vou perdoar nunca, porque não sei perdoar quem destrói toda a confiança e respeito que deposito nesse mesmo. E com isto, quero que saibas que te bati com a porta. E esta nunca mais vai abrir. És um pretérito imperfeito. E para o meu bem, não podias ter sido nada melhor.

3 comentários:
obrigada pelas palavras, doce <3
Perder a confiança é algo que realmente machuca, e para mim, não tem cura. Beijos
Fabuloso texto :)
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