Custa-me relembrar-te. Relembrar-nos. Por entre as esquinas da vida. Ver-te partir por medo de sofrer posteriormente. Vou-me segurando aos vocábulos que ainda me vão aquecendo o coração e vou tornando vazios e frios os que ainda te escrevo. Como se todos os dias ainda me despedisse de ti. E ainda te falasse em segredo. Porque esta é uma dor incurável. Que renasce ao ver-te virar a avenida, ou do outro lado da estrada. Ao ver-te. Por ação do destino, quando não tinha destinado tal realidade ao meu caminho. O meu coração despedaçou-se ao ver-te a primeira vez assim, o hábito surgiu a seguir. E a mente começou a bloquear o resto de amor. O resto de sofrimento. O meu olhar descruzava caminho com o teu, a minha voz estava seca de tanto já ter gritado, a minha atenção noutro alguém, e o meu órgão cardíaco concentrado em fingir que não estavas lá. Passou a ser assim a minha alternativa, sorrir e rir-me com toda a expressão facial para que entendesses que estava bem. Mas eu estive sempre forte, nunca bem. O sangue corria as minhas veias. E o amor o meu corpo. Que outrora talvez tenha sido teu. Mas que hoje só já tem as tuas marcas. Para sempre. Custa viajar ao passado para nos encontrar bem, felizes, como um dia conseguimos ser. Para encontrar a tua proteção e as tuas missivas que agora me fazem chorar. Custa saber que tenho que viver com a dor. Que tenho de aprender a viver com ela como se esta não existisse. Quase como tenho de aprender a viver sem existires. Ao meu lado. Na minha vida. Como se nunca tivesses cá estado. Para não me magoar. Para não me magoar nas missivas que elas te enviam. E que nada custam relembrar…
04/08
Custa-me relembrar-te. Relembrar-nos. Por entre as esquinas da vida. Ver-te partir por medo de sofrer posteriormente. Vou-me segurando aos vocábulos que ainda me vão aquecendo o coração e vou tornando vazios e frios os que ainda te escrevo. Como se todos os dias ainda me despedisse de ti. E ainda te falasse em segredo. Porque esta é uma dor incurável. Que renasce ao ver-te virar a avenida, ou do outro lado da estrada. Ao ver-te. Por ação do destino, quando não tinha destinado tal realidade ao meu caminho. O meu coração despedaçou-se ao ver-te a primeira vez assim, o hábito surgiu a seguir. E a mente começou a bloquear o resto de amor. O resto de sofrimento. O meu olhar descruzava caminho com o teu, a minha voz estava seca de tanto já ter gritado, a minha atenção noutro alguém, e o meu órgão cardíaco concentrado em fingir que não estavas lá. Passou a ser assim a minha alternativa, sorrir e rir-me com toda a expressão facial para que entendesses que estava bem. Mas eu estive sempre forte, nunca bem. O sangue corria as minhas veias. E o amor o meu corpo. Que outrora talvez tenha sido teu. Mas que hoje só já tem as tuas marcas. Para sempre. Custa viajar ao passado para nos encontrar bem, felizes, como um dia conseguimos ser. Para encontrar a tua proteção e as tuas missivas que agora me fazem chorar. Custa saber que tenho que viver com a dor. Que tenho de aprender a viver com ela como se esta não existisse. Quase como tenho de aprender a viver sem existires. Ao meu lado. Na minha vida. Como se nunca tivesses cá estado. Para não me magoar. Para não me magoar nas missivas que elas te enviam. E que nada custam relembrar…
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27 comentários:
LINDO ! dos melhores textos que já li , e considero dos melhores textos que escreveste. Nem imaginas o quanto me identifiquei ao ler isto querida...
Tens de me dar o teu face ou algo do género , tenho andado distante do blogue mas não me quero distanciar de seguidores que tenho que considero importantes , como tu :)
compreendo tão bem a tua decisão! força*
aconteceu que parece que tudo cai em cima de mim. mas estou bem agora <3 e olha este texto está lindo doce :')
e tu tens sempre uns comentários que são um mimo para mim, obrigada :)
neste momento não vale mesmo nada a pena...mas tenho sempre aquele pequeno pensamento positivo..
Adoro a tua maneira de escrever, que linda *.*
ja te estou a seguir la coração :)
a tua escrita é uma das melhores que já li doce, acredita
Diana Dias, não consigo aceder ao teu blog visto que nas opções não tens o teu abrigo "aberto ao público", por esse motivo estar-te a responder aqui. Muito obrigada pelas tuas palavras (:
oh obrigada doce <3
podes ajudar-me a ganhar um concurso querida?
ja sei meu amor :)
Sweet, resolvi nomear-te para o Liebster Blog Award. Para mais informações vai à página "challenge" do meu blog *.*
Escreves tão bem princesa, e desculpa só agora consegui cá voltar. Com o tempo a dor vai-se tornando mais fácil de suportar, e tu vais ser capaz de te sentir melhor. Eu sei que sim. Não te digo para teres força, porque tu tens-a, mais do que imaginas. Quando poder, volto ao teu cantinho privado :)
Oh, tu conheces-me princesa :)
Saudades tuas <3
És uma ternura, obrigada por tudo, sempre <3
já não é preciso nada querida, o concurso já acabou mas muito muito obrigada <3
Não tens nada de agradecer, e eu só reparei agora na data. Fico feliz em saber que estás melhor, a sério <3
não tens que pedir desculpa querida, é normal. e não tem mal nenhum até porque ganhei o concurso :p
Claro sweet (:
Nunca vou parar princesa, e obrigada <3
obrigada minha querida. como estás?
Está lindo.
Sigo-te.
oh lyou <3
De nada (:
És linda <3
sim querida. a mim não vale mesmo a pena perguntar :`)
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